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Em 1964, o fotógrafo inglês Michael Rougier, da LIFE Magazine, viajou para Tóquio para documentar a a vida da juventude japonesa da época. As fotos são massa e mostram uma realidade surpreendente. A minha impressão sobre os japoneses (vale destacar que é apenas uma impressão) é de um povo mais contido. Obediência e disciplina me vêm automaticamente a cabeça, especialmente quando falamos de 50 anos atrás. Mas em suas fotos, Rougier registrou jovens vivendo intensamente, adolescentes que quebraram os laços com suas famílias por uma vida longe do autoritarismo e perto da liberdade.

Usando apenas fitas adesivas em tons neon, o artista norte-americano Aakash Nihalani brinca com as estruturas da cidade construido formas geométricas e tridimensionais. Sua intenção é bem mais simples do que comunicar algum pensamento ou filosofia. Nihalani busca realçar os contornos e a geometria urbana (que muitas vezes ficam camuflados e invisíveis aos nossos olhos) e proporcionar às pessoas uma cidade diferente, mais divertida e interativa do que elas estão habituadas a ver em seu cotidiano. Trabalho genial.

A americana Vivian Maier não era uma fotógrafa profissional. Era apenas uma babá apaixonada pela arte da fotografia. Sua maior diversão era vagar pela cidade com sua câmera em mãos, registrando o cotidiano da vida urbana. A maioria de suas fotos foram tiradas ao longo da década de 50 e 60, em Nova York e Chicago, cidades onde viveu. As imagens são fantásticas e mostram um talento inquestionável. No entanto, Vivian nunca mostrou suas fotos ao público, e muitas, sequer revelou. O mundo só tomou conhecimento do seu incrível trabalho após sua morte, quando mais de 100 mil negativos foram encontrados entre seus pertences.

Dentre suas várias séries, eu me encantei especialmente pelos auto-retratos. Não fosse pelos cenários e figurinos de 60 anos atrás, eu diria que as fotos são de hoje. Vivian era moderna e muito criativa, e mostrou muito originalidade ao se auto fotografar.

O fotógrafo norte-americano Kanoa Zimmerman mergulhou no mar de Fiji e fez um incrível ensaio submerso. A série Free Dive consiste em imagens em preto e branco de mergulhadores na belíssima imensidão do oceano. Algumas fotografias mostram a luz entrando na água e se dissipando gradativamente a medida que a profundidade aumenta, formando uma espécie de degradê. Massa.


O renomado fotógrafo Philippe Halsman, cansado do convencional, resolveu fazer retratos das pessoas em pleno pulo. Segundo Halsman, durante o pulo, a pessoa, numa súbita explosão de energia, vence a gravidade. Nessas circunstâncias, ela não consegue controlar ao mesmo tempo suas expressões, seus músculos faciais e corporais. É neste momento que a “máscara cai” e o verdadeiro eu se revela. Essa sua teoria foi depois chamada de Jumpology. Com esse filosofia Halsman fez fotos incríveis de pessoas íncriveis. O artista Salvador Dalí, as atrizes Marilyn Monroe e Brigitte Bardot, o ex-presidente americano Richard Nixon, o escritor Aldous Huxley, o duque e a duquesa de Windsor, entre várias outras celebridades, posaram para as lentes de Halsmam. Ou melhor, pularam. As fotos foram publicadas em 1959 no Philippe Halsman’s Jump Book.

O fotógrafo albanês Gjon Mili foi um dos precursores da técnica de light painting e a melhor coisa que ele fez foi mostrar seus novos experimentos para o mestre espanhol Pablo Picasso, em 1949. O artista se encantou pela novidade e, com uma pequena lanterna, reproduziu desenhos no ar diante das lentes de Milli, tudo com seu traço incrível e inconfundível. O ensaio é fantástico e tão atual que fica difícil de acreditar que foi produzido há 60 anos atrás.