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O fotógrafo japonês Toyokazu Nagano é pai de duas meninas, Miu e Kanna. Como todo pai orgulhoso, adora fotografar suas filhas nas situações engraçadas do dia a dia. Mas Nagano foi um pouco mais além: inventando, produzindo e fotografando suas próprias situações, tudo com muito bom humor e bom gosto. As meninas entraram na brincadeira e fazem todo o teatro. Especialmente a pequena Kanna, que protagoniza (brilhantemente) todas as fotos abaixo e já decidiu que, quando crescer, quer ser uma estrela.

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Hong Kong, Melbourne, Nova York e Londres são algumas das cidades que emprestaram suas quadras esportivas para as lentes do fotógrafo australiano Ward Robert. Além das belíssimas paletas cromáticas, as fotografias de Ward encantam pela delicadeza do minimalismo e pelas composições geométricas entre as quadras vazias e a arquitetura que as circundam.

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Store Front – The Disappearing Face of New York é uma publicação fruto de um projeto fantástico dos fotógrafos James e Karla Murray. Eles fotografaram uma série de fachadas de lojas antigas de Nova York, todas datadas dos séculos 19 e 20, mas que ainda estão em atividade. O resultado foi um monte de imagens incríveis com uma riqueza tipográfica linda de se ver. As fachadas com seus letreiros luminosos mostram a Nova York dos imigrantes italianos, irlândeses, chineses, dentre outras nacionalidades, e sua pequenas empresas familiares. Uma Nova York que está desaparecendo e dando lugar as grande redes varejistas e loja de cadeia.

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Essa é a justificativa da minha ausência: casei ♥. E nos últimos meses, só tive olhos e cabeça para o universo matrimonial e toda sua magia. Para dividir um pouco a alegria do “grande dia”, compartilho aqui o trabalho massa do fotógrafo norte-americano James Moes e um dos belíssimos casamentos que ele registrou.

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Eu adoro fotos de backstage. É como conhecer um pouco da intimidade do artista ou enxergar a naturalidade e espontaneidade que nunca soube ao palco. Este ensaio abaixo é de 1958 e foi feito pelo grande fotógrafo norte-americano Gordon Parks (1912-2006) para a Life Magazine. Ele registrou as glamurosas bailarinas da casa noturna Latin Quarter em Nova York em seus camarins, se aprontando para o grande momento ou apenas matando o tempo. A elegância delas, pelo jeito, não se restringe apenas a hora do show. São verdadeiras divas até mesmo numa partida de xadrez.

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O fotógrafo alemão Michael Wolf tem a China como casa e como tema central de seus trabalhos. No projeto Architecture of Density, Wolf registra fachadas de prédios que se amontoam pela grande Hong Kong até onde a vista alcança. São tantas janelas igualmente repetidas que as fotografia viram estampas. As imagens poderiam estar de cabeça para baixo que não notaríamos a diferença. O mais impressionante é parar para pensar na quantidade de pessoas que podem está presentes nessas fotografias, por trás dessas paredes e janelas.

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Em 1964, o fotógrafo inglês Michael Rougier, da LIFE Magazine, viajou para Tóquio para documentar a a vida da juventude japonesa da época. As fotos são massa e mostram uma realidade surpreendente. A minha impressão sobre os japoneses (vale destacar que é apenas uma impressão) é de um povo mais contido. Obediência e disciplina me vêm automaticamente a cabeça, especialmente quando falamos de 50 anos atrás. Mas em suas fotos, Rougier registrou jovens vivendo intensamente, adolescentes que quebraram os laços com suas famílias por uma vida longe do autoritarismo e perto da liberdade.

Usando apenas fitas adesivas em tons neon, o artista norte-americano Aakash Nihalani brinca com as estruturas da cidade construido formas geométricas e tridimensionais. Sua intenção é bem mais simples do que comunicar algum pensamento ou filosofia. Nihalani busca realçar os contornos e a geometria urbana (que muitas vezes ficam camuflados e invisíveis aos nossos olhos) e proporcionar às pessoas uma cidade diferente, mais divertida e interativa do que elas estão habituadas a ver em seu cotidiano. Trabalho genial.

A americana Vivian Maier não era uma fotógrafa profissional. Era apenas uma babá apaixonada pela arte da fotografia. Sua maior diversão era vagar pela cidade com sua câmera em mãos, registrando o cotidiano da vida urbana. A maioria de suas fotos foram tiradas ao longo da década de 50 e 60, em Nova York e Chicago, cidades onde viveu. As imagens são fantásticas e mostram um talento inquestionável. No entanto, Vivian nunca mostrou suas fotos ao público, e muitas, sequer revelou. O mundo só tomou conhecimento do seu incrível trabalho após sua morte, quando mais de 100 mil negativos foram encontrados entre seus pertences.

Dentre suas várias séries, eu me encantei especialmente pelos auto-retratos. Não fosse pelos cenários e figurinos de 60 anos atrás, eu diria que as fotos são de hoje. Vivian era moderna e muito criativa, e mostrou muito originalidade ao se auto fotografar.