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Arquivo mensal: outubro 2012

O surrealismo e o traço impecável do ilustrador americano Pat Perry. Massa.




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A americana Vivian Maier não era uma fotógrafa profissional. Era apenas uma babá apaixonada pela arte da fotografia. Sua maior diversão era vagar pela cidade com sua câmera em mãos, registrando o cotidiano da vida urbana. A maioria de suas fotos foram tiradas ao longo da década de 50 e 60, em Nova York e Chicago, cidades onde viveu. As imagens são fantásticas e mostram um talento inquestionável. No entanto, Vivian nunca mostrou suas fotos ao público, e muitas, sequer revelou. O mundo só tomou conhecimento do seu incrível trabalho após sua morte, quando mais de 100 mil negativos foram encontrados entre seus pertences.

Dentre suas várias séries, eu me encantei especialmente pelos auto-retratos. Não fosse pelos cenários e figurinos de 60 anos atrás, eu diria que as fotos são de hoje. Vivian era moderna e muito criativa, e mostrou muito originalidade ao se auto fotografar.

O trabalho da artista norte-americana Julianna Swaney tem um clima de contos de fadas e transpira delicadeza e magia. Julianna é filha de um casal de birdwatchers (pessoas que observam e estudam pássaros) e, durante sua infância, viajou com sua família em busca de espécies exóticas, o que cultivou seu amor pelos animais e pela natureza. As aquarelas de Julianna estão impregnadas deste amor. Em suas ilustrações, crianças convivem com lobos, raposas, pássaros, plantas e espíritos da natureza. Lindo, mágico e massa.

Hedof é o estudio de design do holandês Rick Berkelmans, talentosíssimo ilustrador com um incrível bom gosto para cores. Berkelmans é um amante de técnicas de impressão mais tradicionais e imprime seu próprio trabalho, garantindo sempre um bom acabamento além de um tom vintage à sua arte.


Nunca fui uma grande admiradora da estética dos anos 80, mas o trabalho da designer francesa Nathalie Du Pasquier (que tem a cara desta década) mudou minha cabeça. As estampas de Nathalie, criadas entre 1981 e 1986 para fins decorativos, são fantásticas. Paletas de cores pouco convencionais e formas abstratas e geométricas caracterizam seu belo trabalho. As estampas foram desenvolvidas para Memphis, coletivo de designers e arquitetos de Milão que desenvolviam móveis, objetos de design e decoração. Nathalie foi uma das fundadoras da Memphis, mas mudou para a carreira de artista plástica em 1986.

Ashkan Honarvar é um artista holandês dono de um trabalho belíssimo e, ao mesmo tempo, inquietante. Em suas colagens, sempre bem elaboradas e carregadas de informação, Honarvar busca mostrar a beleza que existe no lado mais obscuro da natureza humana, misturando o belo e o grotesco. Animais, flores e pedras preciosas compõem com órgãos ensagüentados, cicatrizes, pessoas deformadas de guerra e até cadáveres. As imagens que escolhi para este post são as minhas preferidas, mas não são as mais impactantes e que melhor traduzem a prosposta artística de Honarvar. Por isso, vale a pena visitar seu site e perder um tempo analisando e admirando seus projetos.

Obs.: Clique nas 4 últimas imagens deste post para vê-las ampliadas.